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Fiat Siena EL 2013

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Fiat Siena ELA fase mais curiosa da família Palio foi a quarta, de 2008. O Siena tentou se firmar acima do Palio com a frente de desenho mais refinado, mas as regras de mercado levaram a uma situação curiosa: o Palio só foi vender bem quando adotou a frente do sedã, e a versão mais vendida do sedã foi a EL, surgida anos depois – e que usava a frente antiga do Palio para cortar custos. Esta versão é a única da geração antiga a sobreviver ao Grand Siena, e agora recebe um face-lift para se firmar como opção de entrada.

Não é difícil entender por que dessa vez as mudanças foram bem mais sutis. Além de ser o quarto retoque feito em um projeto de 1996, dessa vez ele já é destinado apenas à versão de entrada. Isso é o que explica as mudanças bem mais sutis, estando a principal delas na dianteira. O que mudou de fato foi apenas o parachoque, mas seu desenho novo ajudou a revitalizar o sedã. Porque ele trocou a grade bipartida pelo desenho inspirado no irmão maior, com os dois andares mais separados visualmente. Também veio a barra cromada sustentando o logotipo logo abaixo do capô, mas os farois são os mesmos. A diferença é que para o Siena só vêm as unidades monoparábola, enquanto a Palio Weekend fica com os de dois refletores. Mas ele ganha pontos na elegância porque o parachoque é o mesmo para os dois, então fica mais difícil de distinguir à primeira vista. Suas opções de motor são quem define as versões: ambos Fire e flex, o 1.0 gera 75 cv e 9,9 kgfm e começa em R$ 28.150, enquanto o 1.4 fica em 88 cv e 12,5 kgfm e começa em R$ 30.970.

Fiat Siena ELPor outro lado, a cabine reserva uma surpresa interessante: a linha trocou de painel outra vez. É uma pena que essa novidade tenha vindo tão tarde, mas fato é que ela revitaliza o interior em geral, por ser a parte mais vista pelos ocupantes. A estrutura básica é a mesma, mas a aparência declara inspiração no irmão mais moderno pelo aparelho de som de desenho quase igual ao usado em novo Palio e Grand Siena. Por outro lado, é curioso notar que o painel de instrumentos buscou inspiração no andar de baixo: é o mesmo das versões mais caras do Uno mas com novo grafismo, em que a tela digital forma um círculo laranja que ladeia o velocímetro. Já o volante ficou mais elegante, com almofada ainda de três raios mas maior, que deve ter boa empunhadura. Também temos bancos com novos tecidos, novos porta-objetos e apoio para o pé ao lado da embreagem. A lista de equipamentos segue o mesmo esquema de antes: de série não é muito grande, mas com os opcionais é possível deixar o carro bem equipado.

Sedãs populares

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Caem como uma luva nas mãos de quem precisa comprar carro com orçamento mais comedido, mas que não pode abrir mão de um porta-malas maior. Eles são sempre dotados de motores econômicos, e isso ajuda a compor um pacote que vem ganhando muitos clientes, porque atende muito bem às famílias de baixa renda mas também desempenham a função de táxi como poucos. Este comparativo mostrará as opções desse segmento à venda no Brasil até a data da postagem, mas futuramente será atualizado conforme chegam novos representantes.


ClassicChevrolet Classic: O primeiro da lista é membro da turma dos veteranos. Ele surgiu em 1995, época de as marcas só manterem uma linha de populares por vez, mas na verdade só foi vender bem depois que veio a nova geração dos Corsa, porque ele se voltou à base. E desde aí vem agradando tanto que resistiu à morte da sua geração, da seguinte e até do que deveria ser seu sucessor, o Prisma. Os baixos custos gerais lhe ajudaram a superar o milhão de unidades vendidas e com direito a face-lift em 2010, mas seu interior até hoje é o mesmo de quase vinte anos atrás.


Chevrolet Prisma 2012Chevrolet Prisma: Ele surgiu na metade da década passada aliando o desenho bem-resolvido do Celta aos maiores porte e porta-malas de um sedã. O problema é que sua marca tem tantos sedãs que o Prisma deve ter sofrido com os clientes se bifurcando entre o Classic e o Corsa. Então, como já se antecipou acima, seu fim de produção é iminente. Mas como o Celta continua, o sedã não deve desvalorizar demais. Ou seja, ele agora só é válido se o foco for exclusivo em custo mínimo, porque os anseios mais subjetivos serão atendidos pelo sucessor que chega em 2013.


Fiat Siena EL: Em situação parecida à dos Corsa, a Fiat trouxe o Grand Siena já visando faixas de preço maiores, chegando nos premium. Com isso, a área dos populares ficou livre para a atuação do Siena EL, versão feita sobre a carroceria antiga e que vem tendo grande sucesso desde o lançamento. Seu preço está na média dos rivais, mas ela se destaca por oferecer desenho ainda agradável e vistoso – a traseira a la Alfa Romeo sempre arrancou elogios, mas o recente face-lift (foto) lhe deixou um tanto elegante. Além de indicar que ele continua em linha por mais alguns anos.


Renault Logan 1.0: O artigo de sedãs compactos já indica que o Logan não tem boa imagem nas versões mais caras. Isso decorre justamente do sucesso que ele tem no segmento mostrado aqui. O projeto moderno se traduz em custos reduzidos em combustível e manutenção e seu motor tem ótimo fôlego para a cidade mesmo sendo 16v, mas aliar isso ao latifúndio que é a sua cabine e ao enorme porta-malas de 510 litros lhe faz o queridinho dos taxistas. Estes milhões de motoristas não podem estar errados: o Logan não hesita em trocar a vaidade por um custo/benefício impressionante.


Volkswagen Voyage 1.0: Seu desenho externo já denuncia com quem ele tem parentesco. E como tal, suas vendas focam os segmentos de entrada. Enquanto as outras marcas procuram diferenciar os sedãs dos hatches dos quais derivam, a VW preferiu fazer o sedã como um legítimo Gol com porta-malas maior. Não se sabe qual estratégia é a melhor, mas não se pode negar que o sedã tem desenho acertado, e seu projeto ganha pontos por estar mais para a meia-vida do Logan que a veterania do Classic. As vendas elevadas do Gol facilitam sua manutenção na mesma proporção que banalizam sua imagem.


Linha Fiat 2013

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Fiat Palio Fire EconomyCapitaneada pelo sedã premium Grand Siena, a nova linha dos italianos começa sem mudar muito. Os furgões Uno (R$ 26.170) e Fiorino (R$ 38.520) viram mais um ano intactos, enquanto novas calotas de 13” vêm para Palio Fire e Mille Economy, este recebendo também novo adesivo na versão Way. O Siena antigo agora fica restrito à versão EL, e ficou R$ 2.850 mais barato mas perdendo a direção hidráulica, que custa R$ 1.042. Mas este ainda está na linha 2012.

Fiat Grand Siena

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Fiat Grand Siena EssenceLançado em 1997, o Siena chegava muito mais moderno e estiloso que os antecessores Premio e Oggi, mas esbarrava em detalhes de desenho. Logo em 2000, porém, o toque mágico de Giorgetto Giugiaro se encarregou de fazê-lo cair no gosto de todos. O face-lift de 2004 lhe deu mais requinte, e em 2008 ele chegou a esboçar um distanciamento do Palio. E hoje em dia chegou à melhor safra já vista. Melhorou em tantos sentidos que nem o nome deixou de evoluir.

Projetado em conjunto entre as Fiats italiana e brasileira, ele não podia ter alcançado melhor a meta de ficar mais requintado que o hatchback. Ele usou uma receita parecida à do médio Linea, de aproveitar interior e partes não-visíveis, e por fora apenas as portas dianteiras. Isso garante liberdade bem maior para o estilo do sedã, que passa longe de parecer apenas um Palio com porta-malas inchado. O Grand Siena não deixa de lembrar o modelo do qual surgiu, mas é fácil de perceber que ele trocou o ar jovial do compacto para se inspirar na sensação de requinte que exala o sedã maior. Esse salto no design é um trunfo e tanto ante rivais menos favorecidos nesse aspecto, como Chevrolet Cobalt, Nissan Versa e Renault Logan.

Fiat Grand SienaÉ interessante notar como o sedã parte de certos detalhes do Palio mas os converte em favor do seu estilo mais sóbrio. Os vincos da lateral deixam de simular a entrada de ar do Sporting para formar conexão com os detalhes da dianteira. E por dentro, se a cabine precisava ser a mesma, as saídas de ar centrais ficaram quadradas para tirar o ar jovial. O carro cresceu em todas as dimensões, em que ganha destaque o entre-eixos 14 cm maior: isso se traduz em espaço interno muito melhor que o da geração anterior. Além disso, os bancos ganharam novos revestimentos, que podem combinar com vários detalhes da cabine para dar ar mais requintado. É o caso das saídas de ar, comandos do console central e até a faixa colorida que recebe o acabamento Insert Molding.

O porta-malas cresceu para 520 litros, mas é sua lista de equipamentos que ficou muito mais generosa. A versão Attractive (R$ 38.710) já traz de série airbag duplo, computador de bordo, direção hidráulica, farois de neblina, freios com ABS e EBD, vidros dianteiros e travas elétricos e tampa traseira com abertura pelo logotipo. A Tetrafuel (R$ 48.290) adiciona ar-condicionado e uma tela que mostra em barras digitais o nível do combustível líquido (a mistura de álcool, gasolina, e nafta que se tiver no momento) em uma, e o de GNV na outra. Elas trazem o 1.4 Fire, de 88 cv e torque de 12,5 kgfm, em que o da Tetrafuel ainda rende 75 cv e 10,7 kgfm, ao usar GNV.

Já a Essence (R$ 43.470) agrega ar-condicionado, rodas de liga leve aro 16”, detalhes cromados por dentro e por fora e outras opções de cor para os acessórios da cabine, entre outros. Além do próprio câmbio automatizado, a Essence Dualogic (R$ 45.900) traz volante multifuncional revestido em couro e com borboletas para as trocas de marcha. Estas vêm com o 1.6 16v e.TorQ de 117 cv e torque de 16,8 kgfm. Como opcionais ainda existem itens como sistema de som multimídia com Bluetooth, sensores de chuva, estacionamento e crepuscular e sidebags dianteiros. Ele também conta com a linha de acessórios e adesivos oferecida para o Palio.

Fiat Siena 2012

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SienaA cada dia que passa mais gente já sabe que a nova linha Palio está por chegar, apresentando um projeto todo novo que tem altas chances de virar a nova referência no segmento. Mas enquanto ela não vem, a linha atual precisa fazer o que pode para manter vendas estáveis. Chegou a hora de a geração atual do Palio se desdobrar para agradar clientes usando o custo/benefício, além do saudosismo de um desenho que com certeza não vai sair da memória.

O Siena é o derivado dessa linha com a história mais curiosa. Ainda que ele tenha sido uma adaptação bem-sucedida a partir do hatch, sua primeira geração nunca deu certo. Talvez pela produção argentina ou pelo desenho da traseira, o modelo só foi deslanchar graças a Giugiaro e sua mão mágica no face-lift de 2001. E desde aí ele não parou mais de crescer.

A safra atual é a quarta, e ostenta um desenho dos mais elegantes, mas como o passar dos anos chega a todos, o Siena já está apelando ao custo/benefício até que chegue o sucessor. As versões EL 1.0 e 1.4 passam a ter cintos de segurança traseiros de série, e a com motor menor trocou as rodas aro 13’’ por 14’’ de série, com calotas. E o resto da linha permanece sem mudanças, exceto pela perda da versão Sporting.

Fiat Siena Sporting

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Fiat Siena SportingDefinitivamente 2010 virou um dos anos mais movimentados para a Fiat brasileira. Depois de uma extensa renovação em sua linha que contemplou desde mudanças leves até a chegada de carros novos por completo, a marca italiana também continua outra prática muito valorável: está fazendo a esportividade das suas origens voltar a aparecer, com as versões esportivas que deu a quase todos os modelos, seja sob o nome de Sporting ou T-Jet.
 
O sedã passou por um banho de loja de ótimo gosto, com adereços sem exageros que seduziram até a ainda mais familiar Idea. Na dianteira, a nova versão traz faróis de máscara negra e parachoque redesenhado, com spoilers. As laterais contam com capas de retrovisores prateadas, rodas de liga leve de 15 polegadas e adesivo alusivo à versão, enquanto a traseira ganhou mais spoilers, como o discretíssimo localizado na tampa do porta-malas.
 
Fiat Siena SportingSob o capô, o novo 1.6 16v pode ser o mesmo das outras versões, mas gera potência e torque de 115/117 cv e 16,2/16,8 kgfm, que o levam de 0 a 100 km/h em até 9,5 segundos, e a interessantes 191 km/h de máxima, segundo dados da fábrica usando álcool. Além disso, a parte técnica recebeu câmbio manual com relação de diferencial encurtada, e suspensão rebaixada em 5 mm. O Siena Sporting também pode ser comprado com o câmbio automatizado Dualogic, custando R$ 48.980 enquanto o manual sai por R$ 46.910.
 
A cabine ganhou volante com revestimento em couro, console central e outros detalhes na cor preta, novo painel de instrumentos e bancos com revestimento exclusivo. Mas a Fiat também merece elogios pelo pacote de equipamentos de série. Sua excelente política para modelos de topo e séries especiais faz com que o Siena traga de série ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros e travas elétricos e computador de bordo de série, entre outros. A lista de opcionais é a sedução de sempre, oferecendo três tipos de sensores externos, freios ABS e sistema de som multimídia.
 
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