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Volkswagen Gol e Voyage 2013

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VW Gol e Voyage 2013E mais uma vez chega esse momento. Quatro anos depois de ganhar seu segundo reprojeto profundo, os carros-chefe da VW alcançaram a fase em que se faz necessária uma re-estilização de meia-vida para continuar atrativos frente à ofensiva cada vez maior dos seus rivais. Suas mudanças foram mais profundas do que uma mera atualização visual, e procuraram encaixar-lhes melhor nas tendências mais recentes. Aliás, é de se esperar que a VW mantenha a prática desses 32 anos e já declare que a linha Gol chegou à sexta geração.

Continuando a falar do esperável, hatch e sedã se converteram à atual linguagem de estilo usada pela marca. Mas não é um exagero especular que eles tenham sido os últimos VW em todo o mundo a fazê-lo, salvo exceções como o Beetle e a nossa eterna Kombi. Ou seja, a dianteira ganhou farois retangulares escurecidos com detalhes brancos, unidos por uma grade preta que faz o conjunto parecer uma faixa preta, situada acima de outra que por sua vez abriga os farois de milha. As laterais ganharam a coluna entre as janelas em preto e novas rodas, e por fim as lanternas mudaram um pouco. Essa descrição já se torna cansativa porque atende a uma enormidade de modelos da marca com excessiva semelhança. Agora temos modelos de base como o Gol, medianos como Golf europeu e Jetta e luxuosos como Passat ou mesmo o topo-de-linha Phaeton, todos com um desenho tão parecido que fica cansativo de ver. É claro, fica fácil de se perceber nas ruas que se tratam de carros de uma mesma marca, mas essa aparição massiva traz desvantagens que não são tão desprezíveis como se possa imaginar num primeiro momento.

Volkswagen Gol 2013O problema é que os lançamentos da VW se tornam previsíveis demais. O estilo atual nasceu com o Golf de sexta geração, que por sua vez curiosamente veio na mesma época em que o nosso Gol virava G5 e ainda recebia a tendência anterior. Esses quatro anos de modelo após modelo chegando a um mesmo resultado acabaram por retirar toda a sensação de novidade que as marcas tanto almejam nos lançamentos. Claro, as lanternas do Gol trocaram a disposição de luzes e ficaram bonitas. Já as do Voyage ficaram mais largas e estreitas, aproveitando a tendência de invadir o porta-malas difundida pelo Fiat Siena. Mas não são nem um pouco diferentes, em nada. São carros que em poucas semanas já vão passar despercebidos nas ruas, em especial pelas vendagens massivas dessa linha. E toda essa exposição ainda tende a prejudicar os modelos mais caros, porque se levar um modelo de luxo da mesma marca de uma Kombi ou um Gol já é desmotivador, a situação só piora quando ele também passa a ter tanta semelhança de desenho com modelos que custam várias vezes menos.

Vale lembrar, aliás, que o Golf de nova geração chega em muito breve, e dessa vez os alemães têm planos de trazê-lo ao Brasil o quanto antes (ou deveriam ter, pelo menos). Então, a linguagem de estilo que ele trouxer vai voltar a pôr esse processo em prática… e o Golzinho aqui visto vai ficar desatualizado em tempo recorde outra vez. É inegável que as vendas da VW satisfazem a ponto de ela manter aquele plano de liderar a indústria automotiva mundial em poucos anos, mas valerá a pena consegui-lo através de ignorar a originalidade de estilo que vem imortalizando uma incontável diversidade de modelos há várias décadas?

Volkswagen Voyage 2013A cabine mudou o revestimento dos bancos, o quadro de instrumentos adota iluminação branca para combinar com o vermelho usado nas telas de LCD. O sistema de som integrado ao console mudou, ganhando maior interatividade com a central eletrônica I-System. Um detalhe importante é que todo Gol ou Voyage agora traz vidros elétricos de série na dianteira e travamento central, além de alguns itens menores. Outro é que ele mudou a arquitetura eletrônica, e isso lhe trouxe novas funções. A Comfort Blinker, por exemplo, aceita o comando de seta com um toque mais leve na haste, enquanto o Emergency Stop Signal segue alguns carros de luxo: se o motorista pressiona o pedal de freio com muita força as luzes se acendem em forma intermitente, para chamar mais atenção, e quando ele pára as luzes de direção também acendem. Uma iniciativa curiosa é o Eco Comfort, que acompanha todos os exemplares com o I-System. Não traz nenhuma mudança, mas o computador de bordo passa a exibir mensagens que podem aparecer com o carro parado ou em movimento, como a de fechar as janelas quando com o ar-condicionado ligado, ou soltar o acelerador ao dar partida.

A tampa do porta-malas dos dois ganhou um interessante redesenho, ficando com aspecto mais limpo e elegante, mas não trouxe mudança na capacidade do compartimento. Já preocupação com a economia continua nos motores. O 1.0 passou por algumas melhorias e adota o sobrenome TEC, de Tecnologia de Economia de Combustível. Reduziu os índices de consumo e emissões, ao passo que potência e torque não mudaram. O 1.6 continua com a opção do câmbio automatizado I-Motion e também recebeu essas novidades, mas tampouco mudou estes últimos números. Ele não mereceu a tecnologia BlueMotion como uma versão mas sim como um pacote opcional, exclusivo para o 1.0 mas possível de se aplicar em hatch e sedã. Traz pneus 175/70 R14 de menor resistência à rolagem com calotas mais aerodinâmicas, e usa os indicadores de consumo instantâneo e troca de marcha surgidos com essa versão do Fox. O hatchback começa em R$ 27.990, enquanto o sedã parte de R$ 29.990.

Volkswagen Polo 2013

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Volkswagen Polo SportlineQuem olha apenas a lista de itens bem mais generosa e em conjunto com o preço mais reduzido pode pensar que se trata de uma oferta de sonho. No entanto, a VW aplicar essas melhorias justo na época em que as outras marcas estão planejando fortes renovações nos seus hatches premium seria uma coincidência enorme, não? Pois então, não é. A verdade é que os alemães sabem que não têm mais um competidor à altura, então usam o custo/benefício como paliativo.

O primeiro desembarque do Polo se fez nos anos 1990, na terceira geração. Ele veio apenas como sedã e importado da Argentina, mas o preço alto estancou as vendas. Mas a marca não desistiu e trouxe a quarta em 2002 com várias vantagens: menos atraso, produção nacional e opção do hatch. Foi uma evolução enorme em termos de qualidade, mas outra vez o preço se opôs à ideia inicial de substituir o Gol. Sua sorte foi ter caído como uma luva para os que queriam mais que o popular mas não faziam questão de ir até o médio Golf. Costuma-se afirmar que ele foi o criador do segmento premium no Brasil.

Volkswagen Polo 2012Alguns anos depois ele recebeu o mesmo face-lift de meia-vida da matriz, e isso lhe permitiu continuar o alarde de ser vendido igual em todo o mundo. Porém, quando os europeus ganharam sua quinta geração as divergências surgiram. Seus avanços em tecnologia se traduziriam em preços altos demais para os países emergentes, e então a África do Sul decidiu dar outro face-lift na atual, que chegou aqui no ano passado. E é justamente aí que reside o problema dos nossos Polo: não deixaram de ser ótimos produtos se analisados individualmente, mas já são um projeto antigo.

Esta idade se realça ao compará-lo com os concorrentes: quem vê os Polo hatch e sedã quando ao seu lado se colocam os New Fiesta? Além disso, em breve chegam Chevrolet Sonic hatch e sedã, Citroën C3 e Peugeot 208, além da re-estilização do Fiat Punto. Com isso, enquanto a VW não traz o Polo novo só lhe resta a prática que se aplica a todo modelo em fim de carreira: apela para o custo/benefício. Isto é o que está por trás das novidades à primeira vista milagrosas da linha 2013 dos dois alemães.

Em média, o hatch perdeu R$ 1.300 e o sedã R$ 1.900, o que lhes fazem partir de R$ 47.510 e R$ 50.250 – as versões completas partem de R$ 54.080 e R$ 55.960, na ordem. Agora todo Polo traz de série abertura da tampa traseira por controle remoto, alarme Keyless, faróis com função Coming & Leaving Home, para-sóis com iluminação e trio elétrico. Entre os opcionais, ar-condicionado digital Climatronic e jogo de rodas de liga-leve passam a custar R$ 510 cada, o que representa redução de R$ 410 para o primeiro e impressionantes R$ 1530 para o segundo item.

Volkswagen Fox BlueMotion

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Volkswagen Fox BlueMotionSeguindo a última tendência de criar versões baratas usando apelo ecológico, os alemães agora estendem a série BlueMotion para o terceiro compacto em ordem crescente de requinte – quem a inaugurou aqui foi o hatch premium Polo, e depois o espartano Gol G4 lhe seguiu com uma variação própria. Aqui também se trata de uma versão sem muitos luxos, mas que é o destaque do compacto para 2013 – as outras versões também ganharam novidades, mas menores.

Como o Fox é um carro de vendas grandes, esta versão pretende atrair pelo custo/benefício. Ou seja, as mudanças estão mais para o baixo custo do G4 EcoMotion que para o apelo de alta tecnologia que ensaia esta versão no Polo. Ou seja, o exterior se destaca apenas pela grade dianteira exclusiva, mais fechada mas pintada de preto brilhante para dissimular as diferenças. Além disso temos pequenos defletores atrás das rodas, que por sua vez contam com novas calotas e pneus especiais: são do tipo de baixa resistência à rolagem e que se calibram com maior pressão.

Volkswagen Fox BlueMotionAs mudanças da parte técnica terminam com a relação de marchas mais longas, para usar menor rotação às mesmas velocidades. Já na cabine, o console central vem em cinza-claro e os bancos em azul-claro, exclusivos da versão. O problema é que seu pacote de série só contempla direção hidráulica e computador de bordo, este com a nova função de indicar a marcha mais econômica a se usar em cada momento. Este carro ainda marca a volta do motor 1.6 à carroceria duas-portas, por R$ 36.730, além da de cinco por R$ 38.300, mas a lista de opcionais logo se encarrega de inchar essa conta.

Ainda vieram novidades para o resto da linha Fox, com o começo da linha VW 2013. Todas as suas versões incorporam os limpadores de parabrisa com palhetas Aerowisher, mais aerodinâmicas e eficientes, e vieram novos revestimentos de bancos de acordo com a versão. Também trocaram o desenho das rodas de liga leve, e a versão Prime ganhou alguns acessórios, caso de pedaleiras em alumínio e acendedor de cigarros e cinzeiro no console central. Também há a opção de forração dos bancos em couro sintético.

Volkswagen Polo 2012

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Polo1O primeiro Polo a chegar aqui não teve vida fácil nem muito longa. Veio na então moderna geração 3 somente como o sedã Classic para suceder de uma vez aos fracassados “autolatinos” Apollo, Logus e Pointer. Mas o preço alto, as poucas versões e talvez até a construção argentina fizeram o modelo perecer rápido na sina da VW de não conseguir emplacar um sedã nacional depois de ter retirado o primeiro Voyage.

VW Polo 2012Os alemães não desistiram, porém. Pelo contrário, investiram pesado e trouxeram o Polo 4 para cá com produção nacional, e novamente com o apelo de ser “igual em todo o mundo”. Experimentos fracassados à parte, agora sim ele acabou fazendo seu sucesso, mais porque ajudou a criar a categoria premium no país. E depois de alguns anos a Europa mudou levemente o seu modelo, e nós também.

Entretanto, o alarde de modelo mundial foi tão grande que hoje em dia a marca parece pagar pela boca que teve. A VW alemã lançou o Polo 5 novamente renovado por inteiro, mas este tipo de mudança sempre sai custosa demais para que os países mais pobres mantenham o preço do anterior. Logo, depois de algum tempo a África do Sul inventou um curioso face-lift para o antigo, e hoje em dia é o que chamaríamos de Polo 4,5.

Em essência, a frente só ganhou novos parachoque e grade, esta claramente inspirada nos modelos mais recentes da marca, e a traseira teve o seu parachoque redesenhado. De resto, o hatch (R$ 44.390) adotou lanternas com um detalhe preto de extremo mau gosto, e o sedã (R$ 47.770) teve as lanternas pintadas de vermelho, e ambos ganharam faróis com máscara negra e novas rodas.

Sua cabine ficou mais recheada: todo Polo agora traz de série airbag duplo, ar-condicionado, direção hidráulica e freios ABS, entre outros. A gama ficou mais enxuta também: a tecnologia do E-Flex foi incorporada pela BlueMotion, e a GT também sai de linha, fazendo o motor 2.0 virar opção na Sportline (R$ 54.790) – esta traz novos detalhes visuais. Também permanecem os motores 2.0 e 1.6, este com opção do câmbio I-Motion.

 
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